Design: Estética Versus Funcionalidade, Eterno Paradigma!

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Design, estética ou funcionalidade, a eterna rivalidade em cada peça que se compõe. O que é o design? O design tem que ser funcional? Ou a estética assume maior peso? O que importa num processo de conceção e idealização de uma peça?


#Diferentes interpretações sobre o design

Existem várias definições de design, cada um tem a sua, cada designer ou pessoa comum tem a sua visão do que deve ser o design. Uns pensam que o design tem que se destacar pela sua beleza e pelo seu aspeto, enquanto outros esquecem por completo a estética e voltam-se para o impacto que a sua forma pode assumir. Existe, entre outros, o “design de autor”, cuja peça é caracterizada pelo seu criador, o design que é arte, ou seja, que se transforma numa peça de arte e o design pela funcionalidade.

 

#Design e funcionalidade

Na Trinta Por Uma Linha entendemos o design com uma diretriz Função-Forma-Estética. Simplificando a ideia, temos como pilar, ao conceber cada uma das nossas peças, a perspetiva de design funcional. Não criamos peças para não serem utilizadas, antes pelo contrário. Para nós, o design faz sentido e existe para melhorar o nosso quotidiano, através do que se cria, com imaginação e criatividade. A funcionalidade sobrepõe-se a qualquer outra preocupação.
Entendemos que o facto de muitas vezes a estética se sobrepor à finalidade, foi um dos motivos que contribuiu para, ainda hoje em dia, o design ter uma conotação negativa para muita gente. Desvaloriza-se o design e pensasse que apenas “existe para tornar os objetos mais bonitos”, associa-se apenas o design a ser uma “coisa bonita” ou mesmo classifica-se como algo “igual à arte”.

Para nos ajudar a precisar o nosso entendimento e para tornar mais claro o nosso pensamento, transcrevemos as palavras do grande designer italiano, Bruno Munari, no seu livro “Artista e Designer”:
“(...) Ao contrário do artista e do estilista, o designer não possui um estilo pessoal a que possa recorrer para resolver formalmente todos os problemas. Aquilo que um verdadeiro designer produz não apresenta quaisquer particularidades estéticas, que permitam caracterizá-lo: quer produza um candeeiro esférico, cúbico ou tubular, a sua prioridade é a de que este seja capaz de iluminar e que tenha um custo proporcional ao material com que é fabricado. (..)” Nesta transcrição, Munari transmite aquilo que cremos. Apresenta a relação que o design tem com a funcionalidade, tem que funcionar, tem que ser utilizado e experimentado até à sua fatiga total.